Quem nunca recebeu uma mensagem sem um “bom dia” ou qualquer saudação? E aquelas mensagens que escondem uma provocação? O passivo-agressivo se utiliza muito dessa forma sutil de se mostrar insatisfeito sem ser direto. É típico de quem quer evitar confronto, mas acaba demonstrando sua contrariedade de uma forma nada saudável. No mundo digital, esse comportamento se tornou ainda mais comum nas nossas interações. Por isso, toda atenção é importante para transmitirmos nossas mensagens com clareza e intencionalidade.
O passivo-agressivo expressa frustração ou raiva de forma indireta. Ele não encara o problema de frente. O receio de gerar um conflito ou de simplesmente evitar falar o que pensa são causas comuns desse tipo de comportamento.
No ambiente de trabalho, o confronto direto por vezes nos parece inapropriado e isso gera um cenário propício para o passivo-agressivo. Na realidade, a pessoa está mostrando sua insatisfação, mas sem se comprometer a dizer claramente o que pensa.
Na década de 1940, o comportamento passivo-agressivo foi tratado pela primeira vez como um transtorno de personalidade, principalmente no contexto militar, em que soldados evitavam ordens de forma disfarçada, por meio de procrastinação ou ineficiência. Com o tempo, psicólogos perceberam que esse comportamento não era um “transtorno”, mas uma resposta comum ao estresse ou a situações desconfortáveis.
O fato é que todos nós, em algum momento, já agimos de forma passivo-agressiva – especialmente quando temos medo de confrontos ou de sermos rejeitados.
O mundo digital exige um cuidado redobrado na nossa comunicação para que a mensagem não soe com o tom típico do passivo-agressivo. Como não ouvimos entonação e não vemos a linguagem corporal, aquela mensagem neutra e meramente informativa pode soar fria, sarcástica ou até agressiva. Os ruídos são potencializados e os conflitos tendem a se escalar a cada mensagem.
Para evitar essa armadilha, a clareza e a educação precisam ser ostensivas e expressas. O uso de expressões de gentiliza, como um “por favor”, “obrigado”, e, muitas vezes, até um emoji ou gif pode ajudar a suavizar o tom da mensagem. Não se trata de exagero, mas sim de compromisso com o resultado – no caso com o resultado da mensagem que queremos passar.
Então, da próxima vez que for mandar uma mensagem no WhatsApp, no e-mail ou no direct do Instagram, lembre-se: ser educado e cordial é fundamental para uma boa comunicação digital.

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