Muitas vezes deixamos de decidir porque ficamos presos ao que poderíamos estar perdendo. O “e se?” nos paralisa e nos impede de escolher um caminho. Como diria o filósofo Henri Bergson, preferimos a indecisão porque ela nos permite imaginar o futuro de muitas formas igualmente atrativas e possíveis. Essa mentalidade nos empurra para uma zona de conforto ilusória, em que todas as opções ainda parecem viáveis, o que é um verdadeiro absurdo.
A filosofia do “Joy of Missing Out” (JOMO) nos convida a celebrar nossas escolhas porque a renúncia às infinitas possibilidades é uma afirmação da nossa autenticidade e do nosso propósito. Ao contrário do medo de perder alguma coisa (o famoso FOMO, “Fear of Missing Out”), o JOMO nos inspira a sentir alegria ao escolher de maneira consciente o que realmente importa para a nossa vida.
A renúncia às infinitas possibilidades é uma afirmação da nossa autenticidade e do nosso propósito

Procrastinar é uma fuga momentânea e utópica para quem pretende não decidir. É uma maneira de evitar perder as infinitas opções que ainda estão abertas. Porém, a verdade é que essas opções sem fim já estão perdidas porque é impossível escolher e avaliar o resultado de cada uma delas. Enquanto procrastinamos, vemos nossa vida ficar cada vez mais presa, sem avanço. Nesse ciclo de procrastinação, muitas vezes, nos cobramos uma decisão perfeita, esperando o momento em que todos os elementos pareçam se alinhar. Precisamos lembrar que o tempo de decidir e agir é sempre o agora, até mesmo porque não existe o ontem, nem o amanhã. Tudo é um eterno agora.
Portanto, o que nos cabe agora é decidir e ir em rumo às consequências dessa nossa decisão. É rumo ao desconhecido? Sim! E é no desconhecido que encontramos mais de nós mesmos.

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